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InMyDefence

Marmore rosa

Setembro 18, 2019

Vi agora uma fotografia de um sitio de Lisboa que adoro, adoro desde sempre do alto da Alameda, adoro depois quando ia ao medico, adoro ainda a caminho da casa do meu amigo, adoro mais e mais perto nos entardeceres depois do trabalho, Vejo aquela luz de fim de tarde, rosa dourada, linda e unica e penso de como aproveitei pouco, de com fujo das pessoas do olhar delas, das suas opinioes de como nao vivo para nao ter que as ouvir.

Sinto saudades da Cristina que me ensinou a gostar de bossa nova, que me contou historias quase irrepetiveis de como apanhar no fim de uma K7 uma conversa estranha sobre treinamentos especiais de uma amiga, uma amiga que afinal era uma miuda com treino militar a um nivel de guerra.

Desejei ir estudar, frequentar livremente aqueleespaco de ideias, de gente que partilha que ri, mas eu nunca fui de rir, de estar livremente  eisso sempre me condicionou a vivencia como desde a infancia sempre tivesse medo de algo. Ha gente que nao devia educar.

Ali aprendi a trabalhar, a gostar, a gostar de gostar. Infelizmente nunca aprendi a ser, a viver o momento, a saber estar em paz comigo. A gostar de estar com os outros, e' como estivesse sempre a desconfiar, como se nao pudesse estar.

Sinto que tenho sempre de resolver alguma coisa, que tenho sempre algo para fazer, enunca estou em paz. Nao sei ate quando.

A Isaura vendia cosmeticos, a D. fazia parte da entrada, a Beatriz era eximia com os galoes, a M. comia omeletes com coca cola, a Zulmira atendia o telefone com ar grave, a chefe chamava me fascista sabe-se la porque mas depois pedia-me apra dar injecoes a gatos, a F. adorava as suas meninas e tinha sempre um sorriso, a A. gostava do seu bairro e a Elisa nao era ma como diziam. Houve mais gente que chegou depois, e que n ao faziam falta nenhuma, mas nos primeiros anos aquele local foi fantastico.

Embora as letras desaparecessem da maquina de escrever, os livros nunca estivessem no sitio, o chao nao fosse mt bom para curvas de patins, o refeitorio fosse gelado mas com excelente comida, a direcao metesse medo mas tinha aquele poema do Gedeao onde eu pousava os olhos para me abstrair.

Gostava de voltar la, nao seria igual, mas o marmore rosa ainda la esta, talvez tenham mudado as magnificas portas, a Cristina morreu, talvez ja nao cheire a portugues suave - os cigarros mais inenarraveis de sempre - talvez ja nao existam as estantes envidracadas na porta do refeitorio, talvez a casa de banho ja nao seja um cubiculo com janela, talvez eu chorasse...

Fumava as escondidas enquanto observava as velhas caixas de autoclismo, brincava com as gavetas que nunca sairam das secretarias e por vezes tao dificeis de fechar, coleccionava selos enquanto ouvia historias da feira popular e ria. Era livre e feliz, mas nem tudo era tao simples.

Lembro-me da maciez do marmore rosa, das escadarias maravilhosas que teriam feito desfiles fabulosos, das vitrinas envidracadas de madeira, da nova branca a destoar, lembro do soalho de madeira a ranger de eu a correr e tudo meu, de cruzar o patio e das chaves, da confianca que depositaram em mim, do passaro no bolso e a voar, da sardinhada, das escadas em que cai, da chuva, da Inca.

Era bom ser jovem, era bom as tostas do fritz, era bom acreditar nas pessoas, era bom os filmes, o jardim da agua, a rua do bingo, a luz dos candeeiros e os bancos do jardim, os beijos demorados, era bom os sonhos que tinhamos.

Deviamos ter feito planos, tracado um caminho, confiado mais no instinto e menos nos outros.

 

in Historias da Margarida

 

 

''Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer''

 

 

V o a r

Junho 28, 2019

Nao tenhas medo. Se tiveres ficas e se ficares os anos passam. O tempo voa e quando olhares para tras vais-te arrepender mais do que nao fizeste. Nao tenha smedo porque tu es unico, tu tens sonhos e cancoes que so o teu cerebro conhece, tu sabes que queres mais, aprender conhecer viajar. Entao vai. Se ficares anulas-te, se ficares nao segues, estacionas os passos e ficas...ficas...ficas...

Nao tenhas medo, se der errado conseguiras fazer diferente. Queres mais, vai, sonha e conseguiras. Nao desistas por medo, Nao desistas. Tenta as alternativas, constroi. Agora constroi, e’ tempo.

Nao fiques por medo. Nao desistas por medo. Nao sonhes menos por medo.

Vive. Respira. Sonha. Vai!!

Era ontem

Junho 20, 2019

Ha dias assim como o de hoje! Em que vejo os jardins de Cambridge e me pergunto porque nao posso voltar atras nos tempo e ter vinte anos e estudar la, beber um pint ao fim da tarde e sorrir ao sol. O professor que lecciona na Trinity College ha mais de vinte anos diz que se habituou a Inglaterra, que os seus alunos escrevem imensos trabalhos e nao sao apenas maquinas de decorar como em Portugal, leem pensam avaliam e escrevem a sua analise devidamente fundamentada.

Tambem queria ter sido vizinha em Amesterdao, estive la quando as letras moravam no jardim e as pessoas eram felizes a tirar fotos para o Facebook, agora ja nada disso ha. Que vou ver quando for la? Dantes, as mesas nos canais e as pessoas a conversarem com um copo de vinho na mao, o sofa branco ca fora os amigos a sorrirem, conversas soltas...

Queria ser uma pessoa com um limoeiro, dona de limoes, feliz com os morangos que crescem, as ervas que perfumam o vento, quero ser essa pessoa que tem colares feitos, e pulseiras de perolas que coloca quando abandona a terra ja arada e a florescer.

Vou-me daqui embora, quase a cancao da Maria Papoila, cansei-me disto, as pessoas so ficam presas num lugar por causa de recursos. E’ la que quero o meu limoeiro!

Hoje ouvi uma frase interessante que as relacoes sao o preco que nos dispomos a pagar, que fluem se soubermos que todos pagamos um preco e fiquei a pensar nisto. Nisto e no limoeiro. E nas bicicletas a perder de vista em Amesterdao. E nas cores de Cambridge.

Quando Hamlet se pergunta a si proprio, nao quer responder, mas reflectir.

 

in Aquilo que a Joana gosta!                                                     

                                                                             

A mae

Maio 06, 2019

A mae que eu gostava de ter tido nao tive. Nao gostou de mim quando nasci, nunca aprendeu a gostar, nunca quis. A mae nunca olhou para o meu bibe, nunca me lavou as maos com agua morna, nunca me leu uma historia a noite ou me ensinou a brincar com plasticinas.

Um dia na escola aconteceu algo grave, um susto! lembro que todos os colegas me diziam que iam chegar a cas e contar as maes, aos pais, aos irmaos e eu sem ninguem... nesse dia percebi que eu nao tinha ninguem com quem aprtilhar aquilo quando chegasse a casa, alguem que me aliviasse a angustia, tentasse entender, entender-me...

Nesse dia senti-me sozinha. Talvez nunca me tenha sentido tao sozinha como nesse dia. Reflecti um pouco nisso e lembro-me de ter passado a frente como fiz muitas e muitas vezes  durante a minha infancia e adolescente.

Quando ela ligava era para me ralhar, quando olhava para mim era para me criticar algum pormenor, quando me beijava nunca sorria... a verdade e’ que a mulher nunca gostou de mim e demorou-me imenso tempo aceitar isso, anos! Uma pessoa tem um filho mas isso nao quer dizer que o ame, que alguma vez o va amar, que va sentir a responsabilidade de o ter tido e o sinta como um dever.

Mas eu gostaria de ter tido uma mae que gostasse de mim, que me levasse a comer um bolo, e se orgulhasse de mim como pessoa. Podia-me perguntar pelos trabalhos de casa, saber as minhas notas e disciplinas preferidas. Saber o que eu gostava, mais...

Eu perdi muito, filhos que nascem sem que os pais gostem deles, perdem metade das possibilidades de serem felizes, porque ha sempre algo la que lhes tira a confianca, que os faz repensar afectos, que nao os deixa entregarem-se totalmente, ha sempre a espreita a salvaguarda de nao deixar que nos magoem.

Porque cada ser humano tem a sua dose de dor e quando inflingida cedo faz criar defesas, defesas que as vezes sao mais contra do que a favor do proprio!

 

A minha mae ouviria musica comigo, seria meiga e paciente, nunca me esticaria o cabelo! Nunca me deixaria deitar sem jantar. A minha mae comprar-me-ia meias macias e sapatos que nao me magoassem. A minha mae quereria ser mais na minha vida e nao menos.

 

Ela perdeu mais.

 

Margarida

in Historias da Margarida

Amor de 'cristal'

Abril 24, 2019

 Existiam dias que eu nao conseguia prever, quando, de repente, ela ia mudar de humor, ou porque. Outras alturas, previa tentava atenuar o impacto ate perceber de que de nada valia, fizesse eu o que fizesse eu seria sempre o alvo da sua raiva!

 

Naquele dia, foi assim. De repente, ela estava de mau humor, mesmo depois de um dia bom. Era o mes de Agosto, e estavamos numa feira daquelas que acontecem por ai no Verao, as pessoas passeavam, o ambiente era alegre, as cores brilhavam nos objetos a venda, nos carrosseis do outro lado da rua; mas principalmente naquele quase quiosque redondo. A senhora de oculos e cabelos brancos, andava a volta, apregoava quase cantando que a roleta ia andar e quem queria os ultimos bilhetes da sorte, aqueles e’ que estavam mesmo premiados! Eu ja tinha ouvido esta cantilena muitas vezes, achava imensa piada a toda aquela gente que vendia sonhos, observava-os e gostava bastante de o fazer.

 

Ela calada e de trombas estava sentada no banco do jardim de costas para o ‘quiosque’, o marido tambem quieto e calado ja nem sabia que lhe dizer, eu estava a ver quem ia ganhar o premio! Cada senha 100$00, a musica a tocar! O marido levanta-se, triste, a sua expressao na boca diz-me que esta triste e olhando para mim, diz com pena:

 

- Toma la esta moeda e compra uma rifa, pode ser que te saia um premio!

 

Deu-me a moeda e eu agradeci, corri para o ‘quiosque’ e por graca ou por ter querido sempre faze-lo e sair de la com um dos bonecos gigantes ao colo, pedi a senhora um bilhete, quica saia-me o premio!

 

A roda andou, eram tres, uma e sai um numero, outra e outro numero, e a terceira e outro numero! Fiquei tao feliz! Saiu-me o primeiro premio, eu olhava para os brinquedos, eu tinha uns doze anos,  nem sabia qual escolher, olhei para o banco, os dois la estavam sentados, olhei de volta para os premios e vi o candeeiro... o candeeiro que ela sempre cobicava, quase parecia de cristal, com mil pendentes que multiplicavam as luzes. E o meu boneco ao lado sorridente com um fato giro... ia girando e la vinha de novo o candeeiro...e o boneco...

 

Olhei uma ultima vez o boneco que eu queria, e repeti a expressao que tinha visto no meu padrasto. Fui chama-la. Pensei, talvez fique contente! Talvez ate me de um abraco!

 

- Mae, mae!

 

Ela nao respondeu, mas assim que lhe estendi o bilhete e lhe disse, ganhei o premio anda escolher...

 

Olhou para mim e sorriu, levantou-se para ir escolher o tal candeeiro. Esta memoria ficou-me para sempre; nao porque me tenha sentido triste por nao trazer o boneco, mas sim pelo que senti. Nao importava o que eu queria, importava apenas ela, ela , ela. Escolheu e nem perguntou, trouxe e nem me disse mais nada.

 

Passaram trinta anos, em Dezembro descobri um candeeiro em tudo similar, um pendente de Natal que me trouxe a memoria toda esta historia de amor de mae! Comprei-o, sabe-se la porque, talvez porque sempre que o olho sorrio a menina que fui.

 

Margarida

in Historias da Margarida

A paixao e o self

Abril 01, 2019

O amor divide-se em varias etapas, alias a afeicao pela pessoa objeto dessa emocao. Cientificamente o que nos atria a uma pessoa e’ muito mais do que pensamos, em si o amor pode ser egoista porque nos faz sentir bem ou altruistas porque queremos o bem dessa pessoa, mesmo que no fim, fiquemos sem ela....

Encontramo-nos e apaixonamo-nos, estavamos naquele momento no mesmo sitio... sorrimos, geralmente nao sao as palavras que tomam o primeiro lugar mas sim a linguagem do nosso corpo, meio sem jeito... um passo a mais e ficamos automaticamente ligados aquela pessoa, a paixao podera tornar-se intensa e sem conseguirmos explicar a pessoa comeca a dominar os nossos pensamentos.

A paixao pode ser causar stress, obsessao, compulsao. Felizmente e’ um estado temporario porque ninguem conseguiria viver em permanente estado de paixao, o desgaste seria incomportavel. Todas as religioes discutem o amor...

A paixao e’ regulada pelo cerebro, os neurotransmissores, o que nos faz mover, a emocao como a saudade, a motivacao ou ate a depressao. Alem disso os hormonios estao tb envolvidos como a oxitocina (apego) porque isto acontece?

A dopanina tem imensas funcoes, durante a paixao motiva-nos, esta associada ao prazer e a recompensa que nos traz o objeto da paixao. O cortisol esta elevado, a hormonia do stress nao consegue estabilizar, o coracao acelera, queremos estar mais alerta, perdemos o sono... Quando estamos com a pessoa nao queremos deixar de estar, estamos dependentes, nao nos controlamos, isso e a paixao que nos inibe o nosso self.

 

O cortex pre frontal faz-nos antecipar as consequencias das nossas acoes, como quando bebemos e o alcool inibe o cortex pre frontal e nos desinibe a paixao faz-nos o mesmo: a inibicao pre frontal corta-nos a destreza de percebermos o que estamos a fazer.

A paixao e’ sempre temporaria, dura de 12 a 24 meses.

 

What can we think about it?

If we are standing alone in this world?

We just want to share and hug someone...

What can we do if we are souls beyond the end?

We just want to be…

 

Agora?

Março 02, 2019

Ha tanta coisa que eu queria ter vivido, morado numa casa com vista para traseiras de prédios, beber vinho no canal de Amesterdão, conhecer os meandros do Areeiro, ter beijado mais,  dançar sem vergonha, estudar o que queria. 

Ainda não tive uma casa com jardim, e já vivi tanta coisa que como diz a canção me esqueci que a vida se vive num momento.

É muito difícil ir devagar, ter paciência, construir. Será que consigo? Será que há sempre tempo para fazer o que realmente queria ter feito?

Ha anos atrás fui fazer um workshop de teatro, assustei-me com o que ouvi e não voltei. Adoro teatro, estar em cima dum palco é incrível, gostava mais do que posso expressar de fazer teatro, nem que fosse uma única experiência.

As responsabilidades colocam-nos entraves tramados,deixei-me ficar... nas palavras de outros que já não estão cá: distrai-me da vida é a vida correu. 

Provavelmente vivi muito mais do que muita gente: o lado bom e o mau como uma serra do caldeirão da qual não se volta atrás!

Pela primeira vez sinto- me cautelosa, entre uma situação com potencial e uma situação complicada, sem certezas, com recursos feitos de obstáculo.

Olho para estas palavras que escrevo e fascina-me a magia das próprias, esvazio a mente, peço um sinal, não uma resposta mas uma assertividade que ainda não encontrei nestes caminhos que tenho para escolher.

Sabemos que há pessoas que nasceram com sorte, com pais que as amaram, futuros fáceis, lutas resolvidas e amor.

Sabemos,eu e a minha alma, da solidão de não ter ninguém, de nada ser para ninguem, companhia que ficou e trouxe a amargura de não acreditar no amor de ninguem.

A vida é só uma, posso me esparramar ao comprido, posso ter que fazer o que não queria. Deste lado o fácil: ficar, construir, adaptar-me. 

Se ficar entrego mais um sonho, fico a pessoa que nunca fui, una rotina, tudo certo, tudo em paz.

Eu em guerra, não cedi à aventura de tentar sorrir todos os dias, de ser feliz,de realizar os sonhos.

Tudo isto se passou há uns anos atras, arrisquei e cumpri, de facto, alguns sonhos.

Agora, tudo isto se passa de novo e eu aqui nesta encruzilhada, certinha do que quero e sem ser capaz de sentir o instinto.

É a idade a enganar-me? E agora? 

 

First Date

Fevereiro 10, 2019

 

 

Maybe you don't remember... Probably you don't! 

 

I wonder what you think when you think about us... do you remember the first time we met? do you remember the first kiss? do you feel inside of you the sensation, the desire, the indecision?

We were younger, we could dream with things, be a bit crazy and inconsequent! I was in love with you and you had a passion for being with me. I cannot say if you loved me, I think I loved you but what is love? What is love, someone? Sometimes, I think that I still LOVE YOU! Or, at least, the idea of you...

So many conversations, so many shares, so many poems, writings, love, intimacy, secrets, whispers, life. My favourite moments with you were the one we kiss first, the one you gave yourself totally, the one where you looked for my hand grabbed it and looked me in the eye.

I will love those memories forever,  we lived so many intense moments that I cannot forget. You made me feel happy and you made me feel lousy, you made me feel special and you made me feel nothing, you made me feel alive!

 

 

 

 

"How can I forget
Those beautiful dreams that we shared?
They're lost and they're nowhere to be found
How can I go on?"

 

 

 

Palavras

Fevereiro 05, 2019

As palavras fabulosas, transportam-nos a mundos, inventam-nos instantes, oferecem-nos ideais, poemas, poesias. As palavras sao maravilhosas, dao-nos conforto, dao-nos energia, dao-nos are a possibilidade de mergulhar em nos e nas nossas memorias e ocm elas constuir novos futuros.

Ontem estava a ver um video no Youtube, uma casa na Baia, fantastica e verde, com uma pequena praia, a moradora tinha sapatinhos de judia, uma planta linda que oferecia uma magia ao lugar. As palavras fizeram-me sorrir, que nome lindo para uma planta!

E assim de repente as palavras mudam a vibracao de um dia, o que muito acontece quando leio Lobo Antunes, principalmente as cronica sonde ele se liberta e e’ tao criativo. Gosto das viagens ao passado, das pequenas historias, das pequenas memorias dos gestos entrelinhas, dos suspiros entre silabas, dos desejos em reticencias...

De Saramago prefiro os poemas, como este...

Oculta consciência de não ser, 
Ou de ser num estar que me transcende, 
Numa rede de presenças e ausências, 
Numa fuga para o ponto de partida: 
Um perto que é tão longe, um longe aqui. 
Uma ânsia de estar e de temer  […]

 

What should I say?

Janeiro 28, 2019

 

As vezes as memorias quebram-nos como por entre paginas de livros velhos, caem fotografias desbotadas que nos confundem a razao e a ilusao, o sentir e a paixao. Hoje eu preciso de acreditar, nao em isto ou aquilo, nao em outra pessoa. Eu preciso de acreditar em mim! Que vou conseguir.

Relembro quem era num ten years challenge intermitente, entre memorias de sentimentos, palavras e circunstancias e caminhei tanto. Quanto eu caminhei para estar a escrever daqui desta terra distante. Quanto cresci e vivi, quanto conheci e desocbri,quantas decisoes tomei para chegar onde estou. Contudo e quase comoa  cancao, tenho ed deixar de fugir de mim e ficar, construir, sonhar e deixar de me auto-sabotar. Nao posso modificar o passado mas posso estar presente para um futuro em que as cores sejam sintonia de mim.

Quero acreditar nem que tenha que o dizer cem vezes, nem que tenha de insistir em mudar este pensamento pessimista, esta nostalgia do que poderia ter sido, do que ja foi, do que nao volta e nesses loops irrelevantes nao vivo de verdade o que devo.

Estes ultimos meses tem me ensinado licoes valiosas: menos e’ mais, qualidade interessa mais do que quantidade, bom gosto aprende-se, as escolhas influenciam o nosso bem-estar, um passo muda um caminho.

Acredito que comeco a ser uma pessoa diferente, um adulto finalmente, um ser humano mais consciente do que e’ realmente o mundo e de como nao podemos ser totalmente transparentes, que devemos guardar para nos o que de mais precioso temos.

 

 

What should I say? What can I wish? Can I pretend to be a person different from what I am? Can I dream? I am a dreamer, a poet and a writer and I do not wish to be linked to other things. I am nothing different and Sinatra sings me...

I like movies, sunsets, travelling, beaches, salted sea and the sunset colours mirroring on the sand. I like music, my hand in his hand, I like me, I like seafood, wine, cheese, olives, and my favourite things are books and pens. I would like to have beautiful handwriting but I have not! My handwriting is like my brain: hard to understand and different every time. I’m a simple person but I no longer trust in having friends or meet new people and it is hard because I really would like too. I don’t like heat but I love Summer, I don’t like the cold or the Winter but I believe there’s magic every time of the year.

I really would like to be a writer, an anonymous one without interviews or travels or long explanations about what I wrote! I like my sofa and my bed, I like a beautiful table to put on my cooks and home baking, therefore I think the most important thing in the house is home cooking, peace and love around. I like poems but I do not know many foreign poems, I prefer to read online but I prefer to read paperback books than eBooks, I find them quite boring and complicated. I like other daily things but usually, I don't have the patience to have them in my life. I understand that I love to be at home more than I used to like it.

 

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