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InMyDefence

Agora?

Março 02, 2019

Ha tanta coisa que eu queria ter vivido, morado numa casa com vista para traseiras de prédios, beber vinho no canal de Amesterdão, conhecer os meandros do Areeiro, ter beijado mais,  dançar sem vergonha, estudar o que queria. 

Ainda não tive uma casa com jardim, e já vivi tanta coisa que como diz a canção me esqueci que a vida se vive num momento.

É muito difícil ir devagar, ter paciência, construir. Será que consigo? Será que há sempre tempo para fazer o que realmente queria ter feito?

Ha anos atrás fui fazer um workshop de teatro, assustei-me com o que ouvi e não voltei. Adoro teatro, estar em cima dum palco é incrível, gostava mais do que posso expressar de fazer teatro, nem que fosse uma única experiência.

As responsabilidades colocam-nos entraves tramados,deixei-me ficar... nas palavras de outros que já não estão cá: distrai-me da vida é a vida correu. 

Provavelmente vivi muito mais do que muita gente: o lado bom e o mau como uma serra do caldeirão da qual não se volta atrás!

Pela primeira vez sinto- me cautelosa, entre uma situação com potencial e uma situação complicada, sem certezas, com recursos feitos de obstáculo.

Olho para estas palavras que escrevo e fascina-me a magia das próprias, esvazio a mente, peço um sinal, não uma resposta mas uma assertividade que ainda não encontrei nestes caminhos que tenho para escolher.

Sabemos que há pessoas que nasceram com sorte, com pais que as amaram, futuros fáceis, lutas resolvidas e amor.

Sabemos,eu e a minha alma, da solidão de não ter ninguém, de nada ser para ninguem, companhia que ficou e trouxe a amargura de não acreditar no amor de ninguem.

A vida é só uma, posso me esparramar ao comprido, posso ter que fazer o que não queria. Deste lado o fácil: ficar, construir, adaptar-me. 

Se ficar entrego mais um sonho, fico a pessoa que nunca fui, una rotina, tudo certo, tudo em paz.

Eu em guerra, não cedi à aventura de tentar sorrir todos os dias, de ser feliz,de realizar os sonhos.

Tudo isto se passou há uns anos atras, arrisquei e cumpri, de facto, alguns sonhos.

Agora, tudo isto se passa de novo e eu aqui nesta encruzilhada, certinha do que quero e sem ser capaz de sentir o instinto.

É a idade a enganar-me? E agora? 

 

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