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02
Jul18

Brisas de Verao

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A sala ocre era fresca e extremamente relaxante com as cortinas a ondular levemente e a brisa verdejante que atravessava as janelas de arcos singulares. O tapete macio, de cores vibrantes quase acomodava os pensamentos por entre as fronteiras dos desenhos. Ao longe o aroma do massala chai comecava a dominar o ambiente combinado com o doce aroma a caramelo e a especiarias quentes.

Nao  me recordo da luz que a sala tinha, era uma penumbra de fim de dia, uma mistura de cores e reflexos que provinham de magicos e coloridos objetos pendurados aleatoriamente. Sentia um encantamento por aquele lugar, parecia que a vida estava tao distante, que as minhas experiencias ate ali davam agora inicio a outro ciclo.

Singularmente, nada havia pendurado nas paredes, como se toda a informacao daquele espaco nos rodeasse,  nos abracasse. Sempre me fora dificil sentar no chao, contudo agora a postura correcta e a almofada tornavam a experiencia agradavel e surpreendemente ausente de dor.

O massala chai era otimo, despertava-me os sentidos , trazendo memorias reconfortantes de momentos alegres, e’ magico o que acontece numa nova experiencia e como reagimos a essa experiencia.

Tinha tantas saudades de escrever! Estava ali a pensar no que fazer, a vida corre impertinente e os sonhos nao se cumprem sozinhos. O que tinha para partilhar nao tem fim, as palavras correm-me a mente invadida por lugares, historias, instantes que no futuro moram.

No dia seguinte conheci a pessoa que ia mudar a minha vida! Do nada! Sem saber como, e tudo comecou ali, pediu-me de inicio um manuscrito sobre ideias, o que eu quisesse e assombrosamente publicou esse rascunho da minha mente!

Era nisso, que ali, naquele lugar que eu pensava nisso, entre os sabores do cha e aquele doce marroquino que me esqueci do nome, Era delicioso o que me fazia sentir aqueles sabores tao diferentes, a conversa fluia sobre o mundo e sobre experiencias noutros lugares como naquela vez em Istambul que as aguas de dois continentes se cruzavam e a torre da lenda da princesa parecia resplandecer ao sol uma silhueta.

Ou o momento em Paris que falava com alguem a 2000 mil milhas de distancia, a coluna antiga a apoiar-me a paixao, o horizonte belo de fim de tarde. Ou quando fui a Grecia, as resplandecentes aguas do mediterraneo, a comida fabulosa cheia de ingredientes novos a desafiar o paladar e a musica, os azuis e brancos, as roupas e os costumes!

Ali tudo era incrivel, o oriente tem outra cor, sabores que nos transportam para um imaginario de mil e uma noites. A tarde descansava nos bracos da noite, as estrelas eram proximas e um mar de areia rodeava-nos, as cortinas apreciam dancar na brisa de Verao, nao paravam ondeando dengosamente libertando nos ares os cheiros das especiarias usadas ao longo do dia.

Voltava la, mas nao estive, voltava la a viver todos esses momentos, a deliciar-me com os sabores e aromas, as pessoas apressadas numa lingua apressada e a paixao, a paixao de descobrir este mundo e os sentidos.

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