Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

InMyDefence

InMyDefence

08
Out18

Reflexoes da vida moderna

inmydefence

Era um surpreendente fim de tarde em Inglaterra, quente e de ceu azul,  as ruas estavam cheias de gente e o autocarro lotado. Era o habitual regresso a casa apos as cinco da tarde, sento-me atras dum saco enorme e ao lado um senhor tipicamente ingles, vestido de forma classica, pele branca e olhos azuis, ar afavel e sorridente bem diferente da populacao mais nova.

 

Na paragem seguinte entram varios passageiros, e um outro senhor pede passagem para o lugar do saco. Este homem ‘e ligeiramente mais novo que o seu companheiro do lado, provavelmente ainda esta activo no mercado de trabalho e manifesta ser uma pessoa simples com um emprego simples. Veste casualmente, o contraste entre os dois e’ enorme, no entanto comecam uma conversa agradavel que se mantera ate eu sair proximo da estacao de comboios. Entenderam-se como dois velhos amigos simpaticos que se reencontraram tempos infindos depois, sorridentes brincalhoes, nao houve ali uma palavra de contrariedade ou de reclamacao tao habitual nos tempos que correm.

 

A cumplicidade que pude testemunhar levou a um pequeno acreditar na Humanidade, a que realmente podemos confiar em estranhos e nao termos medo que nos facam mal. Sera? Noto uma diferenca enorme nas noticias que aparecem nos jornais, os millenials mal habituados por nos pais a terem tudo (e a descartar tudo!) nao querem saber de nos e descartam-nos tambem; naoq uerem saber de regras e sociedade e tornam-se alvos faceis de gestos impensaveis e impulsivos. A culpa e’ nossa que lhe squisemos dar o que nao tivemos, que lhes quisemos por nas maos o que eles nem tiveram tempo para sonhar ou desejar ou ate planear ter. A culpa e’ nossa e de tudo o que os rodeia desde os infantarios em que nao podem ser criancas e nem dormem a tarde ate a escola que rapidamente lhes retira a oportunidade de criar de relaxar.

 

Que bom seria a expressao plastica de volta as escolas, para criar e nao ser avaliado penosamente, Que bom seria educarmos humanos que soubessem preencher impressos e tivessem o cohecimento da gratidao e da honra. Que bom seria que a formacao civica fosse mais do que uma disciplina com duas palavras. Fui muito feliz a ter religiao e moral e nunca me impuseram missas nem confissoes.

 

Os miudos com meditacao desde o infantario, o desporto como algo a ser amado e nao obrigado, os trabalhos manuais a incentivar o lado explorador e porque nao comunitario.

 

Se as escolas ensinassem a pensar ... mas era um grande risco para a elite... e entao nao da malta, o pessoal tem que continuar a auto-hipnotizar-se atraves dos ecrans e a usar o auto-corrector para nao escrever sempre ha-des ou ha de haver sem h.

 

Contudo, em casa os pais ainda podem conseguir esse dever para si, propor actividades que vao de encontro aos interesses dos filhos ou neles despoletam outros. Mostrar-lhes museus e teatros, jardins e ar livre, exposicoes e bibliotecas. Porque nao custa dinheiro nenhum passear com as pernas pela rua ou jardis da cidade! Porque nao custa dinheiro nenhum pertencer a biblioteca municipal e ter a disposicao infindaveis recursos que nao sao so livros. Porque nao custa dinheiro nenhum conversar, partilhar conhecimento, visitar lugares novos onde vivemos, uma nova rua, um novo caminho, um novo espaco, uma nova perspectiva.

 

Qualquer dia os miudos crescem e voam, ou esvoacam porque voar esta complicado... e nao vao olhar para tras, nem querer saber de memorias, e os afetcos comprometidos pela nao partilha nada semearao e somos descartados porque a ideia de familia e’ abstrata para eles e descartados porque...nao ha um upgrade para os pais...

Pesquisar

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D