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InMyDefence

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07
Jun18

Sabor a ti

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Sao umas saudades incriveis de ti, um sabor a pouco um querer mais. Aquelas cancoes que dizem que era so apenas mais uma vez, outro dia, uma tarde, um momento noutra dimensao a sentir os teus pensamentos e o teu sabor. Beijar-te de novo, envolver-me contigo num abraco meigo e sossegado. Ficar ali entre uma madrugada e um sunset, falar de livros e de pessoas, falar do mundo, de musica, partilhar de novo sonhos e quimeras, palavras a mais sempre a saber a menos na madrugada quente, quente... como uma noite de verao.

As memorias podem ser um local agradavel, um refugio onde vamos captar uma energia, uma sensacao doce que vem de novo a tona da pele, e faz parte da minha essencia. Se viajo as memorias que criamos, lembro sempre a estacao, o cheiro das manhas, o teu acordar, os abracos que me davas e como olhavas para mim quando chegava. Se me dou de novo a ti ( e nao sabes...) e nos teus bracos que encontro paz, e' o teu coracao que ouco outra vez e e'a tua voz quente, doce, profunda que me afaga os ouvidos novamente e me chama o que so tu me chamavas.

Como tanta gente, perdemo-nos, deixamos que outros influenciassem a relacao especial qeu tinhamos, podiamos ter ficado amigos (podiamos?) havera amizade depois do amor? se calhar nao foram os outros, se calhar fomos nos que nao sabiamos ser outra coisa quando a vida nos condicionou a paixao. Talvez nos nao soubemos viver o depois, viver aquelas pessoas que nos nos tornamos depois de nos cruzarmos.

Agora quando te alcanco, nesta distancia imensa que nos separa, as palavras parecem ter uma medida estranha, nao nos cabem nas frases, nao sabemos conversar. Mesmo que os momentos caiam pos nos abaixo, eu aqui e tu ai a lembrarmos memorias, a pele um do outro, o olhar e o cheiro e as palavras parvas, em silencio, tao caladas como nos.

Sei que me lembras nos fins de tarde, em algumas madrugadas repentinas e quando uma imagem aparece de repente nas tuas memorias. Naquela frase que me ouviste sobre um poema que hoje les, nos livros que trocamos, nas cancoes que ouvimos e ate na essencia que de vez em quando passa por ti.

E' a vida nao e'? Quando eramos mais novos e nos diziam isto que a vida e' assim, que o tempo nos foge entre os dedos, que a bagagem de memorias fica pesada e que comecamos a desacreditar, a perder a fe'. 

Tenho tantas saudades tuas e nem te posso dizer, nem a  ti nem  a ninguem, fico com esta saudade alimentada a esparsas memorias dum tempo de ingenuidade, dum tempo em que te amei mais do que a mim mesmo e dum tempo que nao volta mas que para sempre fica eternizado em mim e em quem sou.

Essencia.

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